23 junho 2014

Esboço de Exterior IV | Outside sketch IV

These are some of the sketches I do on my graphic diary when out for a coffee. I usually draw with whatever I brought with me, be it pencil or pen, and often swap between sketching.
But I can’t start out doing visual memory sketches right away, so I “noodle” a bit before, but the real point of this is to exercise with “movement drawing;” meaning, to sketch out the composition or figure I’m seeing within 5 seconds, without lifting the pen from the paper. The point is to feel the figure and compose the scene mostly from relying on negative spaces, never (or almost never) looking to how it’s coming out on the page. Because there’s just no time for that. There’s also sketches that last for 1-2 minutes, although those focus on other objectives.
This is a chief exercise to do in order to train our visual memory (i.e. know how a knee is, how a wave breaks, how to do pavements, etc) and hand/line coordination. Plus, we get to perceive reality and find graphic solutions to depict it through our own eyes, which is helpful in forming one’s own drawing style.






Estes são alguns dos esboços que faço no diário gráfico quando saio para café. Usualmente desenho com o que tiver à mão, seja caneta ou lápis, e frequentemente troco-os entre esboços.
Mas não consigo fazer logo esboços de memória visual, por isso faço uns desenhecos antes, embora o verdadeiro motivo disto seja treinar o “desenho de movimento;” ou seja, esboçar uma composição ou figura que esteja a ver, dentro de 5 segundos, sem levantar o lápis do paper. O objectivo é sentir a figura ou compor a cena com recurso a espaços negativos, nunca (ou quase nunca) olhando para como o resultado está a sair. Porque simplesmente não há tempo para isso. Paralelamente, há esboços que se fazem em 1-2 minutos, apesar desses terem outros objectivos.
Estes são dos principais exercícios a fazer para treinar a nossa memória visual (i.e. saber como desenhar um joelho, como as ondas rebentam, como fazer pavimentos, etc) e coordenação de mão/traço. Mais, acabamos por percepcionar a realidade e explorar soluções gráficas para representá-la pelos nossos olhos, o que ajuda a formarmos o nosso próprio estilo de desenho.

10 junho 2014

Suspended City | Cidade Suspensa


If it’s frequent for me to spotlight colleagues’ projects, then it makes even more sense to do so to family: presented at the X Beja International Comics Festival (FIBDB), the OGN Suspended City, by publisher Polvo, marks the debut of artist Penim Loureiro in that format, although the author had previously publisher several works in magazines and fanzines in the early 80’s.
Held as one of the chief works of 2014, Suspended City addresses a doomed reunion of childhood friends, after years apart, with backgrouds that span the Saara desert, Lisbon and New York, and a plot that grows darker then we’d first expect. Paralel to the book’s release, some of its original pages are exhibited at Beja's Conservatório Regional do Baixo Alentejo.

Se é frequente fazer destaques a projectos de colegas, mais sentido faz mencionar um familiar: apresentado no X FIBD’Beja, Cidade Suspensa, da Polvo, marca a estreia editorial de Penim Loureiro em álbum, apesar deste não ser estranho ao sector, nomeadamente por trabalhos realizados na primeira metade dos anos ’80, em revistas como Sete, Tintim, Jornal da BD, Boletim do CPBD e Un Fanzine Llamado Caramello.
Salientada como uma das obras obrigatórias para 2014, Cidade Suspensa trata do reencontro fatídico de amigos de infância, após anos de separação, com cenários que vão do Saara até Lisboa e Nova Iorque, e uma intriga que adquire laivos mais negros do que os esperados. Tecida como uma autobiografia ficcionada, a obra integra facetas pessoais ao autor, como seja a arqueologia, arquitectura e Lisboa como elemento gráfico fundamental.

O álbum, que terá também edição traduzida para inglês – uma aposta da Polvo, que visa comercializar a novela gráfica em mercados internacionais – motivou uma exposição no Conservatório Regional do Baixo Alentejo, em Beja, com originais do livro e outros, publicados nas revistas e fanzines supramencionados.



Although I followed the graphic novel’s development in the social networks, I’ve only recently found more about the kinship between myself and Penim, mainly due to not associating him to an aunt’s (the same where I did the drawings shared last month…) description of “a cousin from Lisbon, who was also very good at drawing comics.” In short, the gaudy nicknames or pet names kept inside the family may become troublesome when we’re trying to reach a person, through his full name…;) Nevertheless, congratulations to cousin Penim and wishes of editorial success selling the book!

Apesar de acompanhar o desenvolvimento e lançamento da obra nas redes sociais, só recentemente descobri o parentesco entre mim e Penim, maioritariamente por não o associar à descrição por uma tia-avó (na casa de quem fazia os desenhos partilhados em Maio…), que desde que era miúdo me falava “do primo de Lisboa que tinha igualmente muito jeito para a BD." Diga-se de passagem que os nomes “de estimação” e alcunhas que-não-lembram-ao-diabo, mantidas na família, tornam-se empecilhos para chegar à pessoa, pelo nome próprio… ;) Não obstante, parabéns ao primo Penim e votos de sucesso ao álbum - que espero seja o primeiro de muitos!

06 junho 2014

Commission: X | Comissão: X

Here’s a 1st commissioned-ish image, at the request of my friend and Portuguese comics author Diogo Campos, featuring Dark Horse Comics X!
Instead of the clean, tighter art I usually do, I rushed this as an warm-up sketch and inked it more akin to the title’s aesthetics, with a rough brush and jagged lines; it’s been years since I’ve done finishes like these, but it’s still fun as hell – as long as you don’t mind getting your hands dirty…!



Aqui está uma 1ª comissão-zeca, a pedido do meu amigo e autor de BD Diogo Campos, figurando o herói X da Dark Horse Comics!
Em vez do grafismo mais limpo e afinado que usualmente faço, despachei esta imagem como esboço de aquecimento e arte-final mais próxima da estética do título, com pincelada suja e linhas nervosas; há anos que não faço finalizações como esta, mas continua a ser divertido como tudo – desde que não nos importemos de sujar as mãos…!